Ser Lesado

Curiosidade e Informação sobre Lesão Medular

Uma história de superação e conquistas através do esporte

Posted by on jan 29, 2017

 

Era por volta das 12h, do dia 12 de janeiro de 2014, quando a queda do helicóptero em que estava fez o instrutor Gabriel Silva Mataruna Assumpção, na época com 23 anos, ficar sem o movimento das pernas. O lead poderia ser esse, mas, neste caso, o mais importante não é o acidente, e sim o que vem depois dele: jovem conquista ouros no tênis de mesa durante a primeira edição dos Jogos Paralímpicos Universitários. Duas medalhas vindas apenas três anos depois da fatalidade nos ares são apenas um traço da história que o aluno do 3º período de Direito vem trilhando no esporte.

“Em 2015 conheci o tênis em cadeira de rodas e passei a disputar competições”, conta, “Quando soube do primeiro torneio paralímpico de Jogos Universitários a nível nacional, organizado pelo Comitê Olímpico Brasileiro, decidi participar mesmo não tendo a minha modalidade. Como andante já tinha tido experiência com o tênis de mesa, inclusive sendo campeão em jogos estudantis em Maricá. Vi ali um caminho”, contou.

Para voltar com força total foi necessário treinar duas horas a cada dia durante dois meses. Com o apoio da Atlética de Direito do Unilasalle-RJ, Mataruna conseguiu raquete e camisa, indispensáveis aos jogos, realizados em dezembro de 2016. Depois dos cinco dias de páreo em São Paulo, o futuro advogado saiu vencedor geral (levando em consideração todos os competidores) e da Classe III (definida pelo Comitê como sendo composta por “atleta paraplégico, com equilíbrio insuficiente quando sentado ereto numa cadeira de rodas sem suporte de um encosto. Músculos abdominais e das costas não são funcionais para controlar a parte superior do tronco e fixar a posição lombar”).

Pouco a pouco, Mataruna quebrou paradigmas. Apesar de ter ficado abalado ao receber do médico a notícia da lesão medular nas vértebras T3, hoje ele possui uma vida normal. Ele concilia o trabalho no setor de investimento da Ampla com a faculdade no turno da noite e ainda arranja tempo para o esporte, o namoro, e até a direção em carro adaptado. Em relação aos estudos, Gabriel Mataruna toca seu Ensino Superior após diploma em Ciência Aeronáutica, nível técnico.

Fonte: O Fluminense

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