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Curiosidade e Informação sobre Lesão Medular

Um Grande Passo à Frente – Tratamento Inovador para Lesão da Medula Espinhal

Posted by on jan 7, 2017

Este tratamento inovador é baseado no dispositivo de estimulação epidural. Não é um estimulador muscular ou algum tipo de controle de dor. O aparelho é cirurgicamente conectado ao sistema nervoso.
Uma vez implantado, o paciente aprende a controlar o dispositivo, o que possibilita o movimento dos membros.

O QUE É A ESTIMULAÇÃO EPIDURAL?
A estimulação epidural produz uma corrente elétrica contínua em pontos específicos da estrutura posterior da coluna. O dispositivo cirurgicamente implantado é colocado na camada de proteção da medula espinhal, onde é possível estimular a atividade locomotora. A estimulação epidural pode ser usada em pacientes com danos completos ou incompletos.

O Gerador de Padrão Central (GPC) funciona como um centro de controle dentro da medula espinhal que interpreta as informações sensoriais. A estimulação ativa o circuito nervoso da coluna com os impulsos que, normalmente, seriam originados no cérebro.


O dispositivo ativa o sistema nervoso parassimpático, que não seria utilizado na rota original do cérebro em direção aos membros. Por conta disso, mesmo que a medula espinhal esteja totalmente danificada, existe um meio alternativo que acessa as partes inferiores do corpo. O sinal que é conduzido através deste sistema parassimpático é de fraca intensidade, sendo necessária, portanto, a presença do estimulador para impulsionar e fortalecer estes sinais.

Em vocabulário leigo, o estimulador é implantado e conectado à medula espinhal. O controle do aparelho é feito através de um controle remoto, que, quando ligado, permite que o paciente realize movimentos voluntários. Isso significa que os sinais elétricos transmitidos pelo dispositivo estão “reativando” as células nervosas da medula espinhal.
Ao longo de um intenso percurso de 50 ou mais sessões de fisioterapia, o paciente ensina o cérebro, os músculos e os nervos a criar movimentos voluntários consistentemente enquanto o aparelho estiver ligado.

Embora o dispositivo possa ser usado indefinidamente, e sua bateria dure por cerca de nove anos, o cérebro pode ser treinado para se comunicar por rotas alterativas. Alguns pacientes conseguem controlar alguns movimentos mesmo com o aparelho desligado.

MELHORAS OBSERVADAS EM PACIENTES APÓS A REALIZAÇÃO DO IMPLANTE 

  • Quando o dispositivo está ativo, é possível movimentar pernas, joelhos, quadril, tornozelos e dedos do pé voluntariamente.
  • Enquanto o aparelho estiver ligado, o paciente consegue suportar seu próprio peso sem necessidade de apoiar-se.
  • Aumento da massa muscular
  • Estabilização da pressão arterial
  • Diminuição da fadiga
  • Após um determinado período de tempo, os níveis de estimulação são reduzidos
  • Melhoras nas funções do intestino, da bexiga e dos órgãos reprodutores
  • A regulação da temperatura corporal é aprimorada
  • Todos os tratamentos médicos apresentam resultados variados. A resposta do paciente ao tratamento irá variar de caso em caso.

ESTUDOS ESPECIALIZADOS SOBRE A ESTIMULAÇÃO EPIDURAL
Além dos vários estudos de caso já realizados, três revistas científicas publicaram artigos sobre os efeitos da estimulação epidural. Os textos estão disponíveis para download gratuitamente.

Efeitos da estimulação da medula espinhal lombossacral no movimento voluntário, na permanência de pé e na caminhada assistida após paralisia total: um estudo de caso. Lancet. 4 de junho de 2011.

INTERPRETAÇÃO

Mesmo após danos graves na coluna cervical inferior, as redes neurais restantes entre os segmentos lombossacrais podem ser reativadas em estados funcionais, a fim de reconhecer detalhes específicos do conjunto de entradas sensoriais e funcionar como fonte de controle neural. Além disso, entradas supra-espinhais recém formadas para estes mesmos segmentos lombossacrais podem ressurgir como outra forma de controle. Treinamentos de tarefas específicas com a estimulação epidural podem ter reativado circuitos neurais que foram poupados dos danos e estiveram dormentes, ou ter promovido a plasticidade das células.

DOWNLOAD DO ESTUDO COMPLETO AQUI

Alterar a estimulação da medula espinhal possibilita movimentos voluntários após paralisia total crônica no cérebro humano. Maio de 2014;.

RESUMO

Anteriormente, foi relatado que um indivíduo cuja medula espinhal apresentava funções motoras danificadas totalmente e funções sensoriais danificadas parcialmente recuperou os movimentos voluntários após sete meses de estimulação epidural e treinamento físico. Presumiu-se que os circuitos sensoriais restantes após o acidente eram cruciais na recuperação.
No entanto, atualmente relatamos outros três indíviduos que recuperaram seus movimentos voluntários com a estimulação epidural imediatamente após o implante do dispositivo, apesar de dois destes pacientes haverem sido diagnosticados com lesões motoras e sensoriais completas.

Provamos que a neuromodulação do estado de excitabilidade motora limítrofe dos circuitos do plexo lombossacral era a chave para a recuperação dos movimentos intencionais de todos os quatro pacientes diagnosticados com paralisia completa das pernas. Descobrimos uma nova estratégia de intervenção que pode melhorar drasticamente a recuperação dos movimentos voluntários de pacientes com paralisia total, mesmo anos após a ocorrência da lesão.

DOWNLOAD DO ESTUDO COMPLETO AQUI

Efeitos da estimulação epidural na medula lombossacral após paralisia crônica total em humanos ; Enrico Rejc, Claudia Angeli, Susan Harkema. Publicado em 24 de julho de 2015,

RESULTADOS

Os parâmetros de estimulação direcionados individualmente ajudaram os pacientes com lesão total da medula espinhal a sustentar seu próprio peso ao levantar. Todos os quatro participantes desta pesquisa foram capazes de suportar o peso do corpo, com a mínima assistência no equilíbrio, quando a medula lombossacral foi estimulada a partir dos parâmetros calculados especificamente para cada um deles. Os pacientes com danos totais nas funções motoras e sensoriais (A45 e A53) conseguiram ficar de pé sem nenhum auxílio externo, apenas usando as barras paralelas para ajudar no equilíbrio. Os outros dois participantes (B07 e B13) usaram cordas elásticas fixadas na base para dar suporte à extensão do quadril.

Provamos que a neuromodulação do estado de excitabilidade motora limítrofe dos circuitos do plexo lombossacral era a chave para a recuperação dos movimentos intencionais de todos os quatro pacientes diagnosticados com paralisia completa das pernas. Descobrimos uma nova estratégia de intervenção que pode melhorar drasticamente a recuperação dos movimentos voluntários de pacientes com paralisia total, mesmo anos após a ocorrência da lesão.

DOWNLOAD DO ESTUDO COMPLETO AQUI

Fonte: epiduralstimulationnow.com 

 

1 Comment

  1. Mas então porque ficar só na conversa estou disposto a cobaia e não me usam, tem nada a ver se morrer, ja fiquei la na UFMG mas so me cortaram pros alunos treinar em mim

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