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“Sinto dor todos os dias”, diz cadeirante que sofreu acidente de carro há 7 anos

Posted by on mar 18, 2017

Mesmo após quase sete anos em uma cadeira de rodas, o ex-vendedor Fernando Barussi, de 42 anos, ainda sente os efeitos do acidente de carro que sofreu em 2009. A intensa rotina de sessões de fisioterapia ainda não foi suficiente para que o cadeirante se livrasse totalmente do incômodo incessante que sofre nas costas. Trabalhar ainda é um obstáculo. “Sinto dor praticamente todos os dias, e isso me impossibilita de fazer qualquer atividade”, desabafa.

Foi por volta das 21h de 7 de agosto de 2009 – uma sexta-feira, na volta do trabalho – que Barussi capotou o carro diversas vezes na Rodovia Anchieta, próximo à divisa da capital paulista com São Bernardo do Campo, cidade onde vive na Grande São Paulo. O ex-vendedor, no entanto, não tem nenhuma recordação do acidente. Segundo seus familiares, ele teria sido vítima de um assalto e, talvez na ânsia de fugir, perdeu o controle do veículo.

Barussi quebrou as costelas, o pescoço e o maxilar, teve trauma no pulmão e acabou com uma lesão medular na décima vértebra, que o deixou impossibilitado de andar. Foram quase dois meses em coma, e, no total, quatro de internação. Nos últimos sete anos, foram três cirurgias.

Apesar das dores, aos poucos, Barussi se recupera. Antes do acidente, o ex-vendedor, que trabalhava em uma concessionária de carros importados, pesava 95 kg. Quando deixou o hospital, tinha apenas 48 kg. “Minha filha [na época com 5 anos] não foi me visitar porque havia um surto de gripe suína. Então, quando eu cheguei em casa, foi um impacto bem forte”, recorda.

Hoje, quase sete anos depois, Barussi já recuperou parte do peso perdido. Com 80 kg, ele segue na luta contra a condição adquirida após o acidente e, principalmente, para amenizar as dores diárias que sente nas costas, com tratamento de condicionamento físico e fortalecimento muscular na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) .

Mesmo com o incômodo, ele garante sentir a melhora com o passar do tempo. Diz ter mais resistência. Afirma que, atualmente, consegue “chegar ao fim do dia inteiro”. “Antes, só de ir até ao banheiro e voltar era a mesma coisa que ir para uma academia”, afirma. “Hoje, não fico mais com esse grau de cansaço extremo. Quero apenas voltar a trabalhar para ter uma vida normal.”

Fonte: ultimosegundo.ig.com.br

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