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FILME “ANDAR MONTAR RODEIO”

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FILME “ANDAR MONTAR RODEIO”

13 de março de 2019

“Andar Montar Rodeio” é um filme do Netflix baseado na história real de Amberley Snyder. A longa traz uma série de lições sobre superação e inclusão, vale a pena assistir. Por isso, decidi contar um pouco para vocês sobre a vida dessa incrível mulher!

Amberley nasceu em janeiro de 1991  no sul da California. Aos 3 anos de idade, começou a fazer aulas de equitação e desenvolveu uma grande paixão pelos cavalos. E aos 7 anos se mudou para Utah com a família onde iniciou sua carreira nos rodeios. Desde muito pequena, Amberley sempre teve uma grande habilidade de comunicação com seus cavalos e se conectava com eles de uma forma muito pessoal.

Logo, vieram as premiações. Seus pais incentivavam seu lado competitivo , dizendo sempre que o trabalho duro supera o talento quando o talento não trabalha duro. E esse tornou-se o objetivo diário de Amberley durante os treinos e as competições. Em 2010, com sua carreira em ascensão, ela se tornou presidente da FFA State Utah e estava consciente de que sua vida mudaria completamente.

Contudo, em janeiro deste mesmo ano, Amberley estava a caminho de mais uma competição em Denver quando tirou o cinto para checar o mapa e perdeu o controle da caminhonete que dirigia. O veículo capotou, ela foi jogada para fora batendo em uma cerca de madeira, o que quebrou sua coluna. Ao chegar no hospital, depois de várias horas de cirurgia, descobriu que o erro que cometera naquele dia mudaria sua vida para sempre. O médico disse que se ela não tivesse tirado o cinto, provavelmente não teria quebrado a coluna daquela forma e perdido para sempre os movimentos das pernas.

Mas isso não afetou o seu espírito competitivo: sua prioridade, mais do que voltar a andar, era poder cavalgar novamente. Incrivelmente, após apenas 4 meses depois do acidente, ela conseguiu montar em seu cavalo Power.

Apesar de todos os desafios e adversidades que Amberley enfrentou, ela nunca parou de lutar para alcançar seus objetivos. Sua filosofia de ” trabalhar duro” nunca foi afetada e dizem que depois do acidente ela ficou ainda mais forte. Isso porque depois do acidente, Amberley percebeu que teria uma oportunidade única de inspirar pessoas.  Ela agora inspira milhares de pessoas em todo o mundo contando sua história e participando de rodeios. Dessa forma, ela permitiu que seus desafios a melhorassem e não a definissem!

Durante uma crise que Amberley teve pouco tempo depois do acidente, sua mãe lhe disse: ” Sua cadeira de rodas pode ser sua âncora ou suas asas. Você é quem decide o que ela vai ser!”.

Fonte: https://diariodainclusaosocial.com/

Silla Sutra

Posted by on 3:12 pm in Livros e Filmes, Notícias, Sexualidade | 0 comments

Silla Sutra

   O livro mexicano da editoraAktiva do autor Arturo Valdez, Silla Sutra – Sexualidade Activa(Cadeira Sutra na nossa tradução), no qual ele orienta como o deficiente pode descobrir uma nova maneira de prazer, de orgasmo, higiene íntima, lubrificação e posições recomendadas para ele e ela.
   O “Cadeira Sutra” é uma maneira de ver a sexualidade e sensualidade das pessoas com deficiência física e também todos o tipos de limitações físicas, mentais e emocionais. Através de especialistas ver se realmente tem soluções teóricas ou científicas recomenda para melhorar a prática e funcional a partir da experiência pessoal e ponto de vista como uma pessoa que ama, sente, move-se, desfrutar e viver com o que você tem e não o que você deixou de ter.

Ações desfrutar a sexualidade e sensualidade, sem julgamentos ou pensamentos errados por falta de informação e orientação, mas com responsabilidade e beneficiar a si mesmo e outras pessoas.

-Quais são as consequências ou efeitos de uma lesão da medula espinhal?
-Podemos conversar sobre sexualidade e sensualidade?
-E sobre a disfunção erétil, ou falta de lubrificação, ejaculação e orgasmo em homens e mulheres com lesão medular?
-Se não há nenhum sentimento abaixo da lesão, que pode ser feito e como se sente?
-Higiene para a urina, íntimo de rotina, uso de drogas, etc. Assim como várias posições recomendadas por ele e para ela.

Como se trata de um livro estrangeiro, com certeza pode ser importado pelo site da editora.

‘Organismo’ retrata vida de tetraplégico após acidente

Posted by on 4:54 pm in Livros e Filmes, Notícias, Tetraplégicos | 0 comments

‘Organismo’ retrata vida de tetraplégico após acidente


 O longa pernambucano ‘Organismo’ estreia nos cinemas nacionais nesta quinta-feira (25). O filme de Jeorge Pereira é baseado em experiências reais de um homem que vê sua vida mudar após sofrer um acidente e ficar tetraplégico.

No elenco, Rômulo Braga interpreta o personagem principal Diego, que após o acidente começa a conhecer medos como: rejeição, fragilidade, exposição. Além disso, ele entra em crise existencial depois da morte sua mãe.

No Recife, o filme será exibido nos cinemas Joaquim Nabuco, do Museu e São Luiz. Assista ao trailer:

Fonte: Leia já

Livros Superação de tetraplegia é tema do “romance de vidas” O Enigma de Daniela

Posted by on 4:06 pm in Livros e Filmes, Notícias, Tetraplégicos | 0 comments

Livros Superação de tetraplegia é tema do “romance de vidas” O Enigma de Daniela


A tragédia vivida pela médica Daniela Bortman, que foi vítima de um criminoso acidente de carro e ficou tetraplégica aos 23 anos, inspirou e forneceu material para a filósofa e psicanalistaLelita Oliveira Benoit escrever O Enigma de Daniela.  A partir de fragmentos de dor e de sofrimento, a escritora constrói um “romance de vidas”, que entrelaça lendas, diálogos internalizados, poemas, psicanálise, medicina, religião e toda sorte de saberes, incluindo o misticismo. Chegará às livrarias físicas e virtuais pela editora Iluminuras.

Exemplificando a narrativa da escritora, toma-se aqui reflexões de Daniela sobre como lidar com um corpo que não responde às ordens do seu cérebro: “Aprendi que é o psiquismo que comanda as sensações todas, sexuais ou outras. O prazer reside no psiquismo. Que estranho inquilino! Estranhamentos do psiquismo, sustentado pelas atividades de nosso cérebro. O órgão carnal talvez seja o apoio de onde partem os prazeres sentidos, como pássaros que se apoiam em galhos de floridas árvores antes de levantar voo, na estação da primavera!” (trecho da Linha 11 – “Sensualidades”).

Entre outras experiências vividas por Daniela, citamos o seu desconforto durante viagem com amigas, que não perceberam as suas dificuldades de adaptação ao novo corpo. Narrado pela escritora, apresenta-se deste modo: “O não-revelado por inteiro a si mesmo, o não conseguir se colocar na situação do Outro, é o que chamo de resistência obscura, que emerge na história de Daniela e de outros, seus parceiros em dor e sofrimento. Assim se iluminaria a cena da despedida de solteira com as luzes de significados simples e autênticos, que apenas reforcem laços humanos.” (trecho da Linha 19 – “Despedida de solteira”).

Em 2006, a jovem frequentava o terceiro ano de medicina no interior de São Paulo. No dia do acidente, ela foi transferida, com urgência, por helicóptero, para a cidade de São Paulo. Após meses de reabilitação em hospitais de São Paulo e de Brasília, com sessões diárias de fisioterapia e grande dificuldade de readaptação, foi incentivada pelo pai, médico neurocirurgião, a retomar os estudos de medicina.

Hoje, aos 36 anos, Daniela é pós-graduada em Medicina do trabalho e atua em multinacional de biotecnologia. Motivo de inspiração para colegas e amigos, ela segue na luta pela inclusão social de pessoas em situação similar a dela, de sofrimento e dor diários.

O romance O Enigma de Daniela, publicado pela editora Iluminuras, será lançado em noite de autógrafos, no dia 9 de maio, no Centro Cultural da Marinha – Av. 9 de Julho, 4597, a partir das 18h30 até as 22h30, com a presença da escritora, Lelita Oliveira Benoit e de Daniela Bortman. A obra pode ser adquirida em livrarias e pela internet, na loja da editora http://www.iluminuras.com.br,  na Amazon ou por qualquer outra loja virtual.

Ficha Técnica
Título: O Enigma de Daniela
Autor: Lelita Oliveira Benoit
Editora: Iluminuras
Edição: 1ª
Idioma: Português
Especificações:
Páginas: 256
Formato: 15,5 cm x 22,5 cm 
Acabamento: Brochura
Assunto: Romance brasileiro
ISBN: 978-85-7321-603-5
Preço de capa: R$ 59,00

https://www.editorailuminuras.com.br/enigma-de-daniela-o?search=o%20enigma%20de%20daniela

Filme – Andar Montar Rodeio: A Virada de Amberley

Posted by on 2:43 pm in Livros e Filmes, Notícias | 0 comments

Filme – Andar Montar Rodeio: A Virada de Amberley
Filme - Andar Montar Rodeio: A Virada de Amberley

Filme – Andar Montar Rodeio: A Virada de Amberley

Título: Andar Montar Rodeio: A Virada de Amberley
Título original: Walk. Ride. Rodeo.
Data de lançamento: 08 de março de 2019 (Netflix)
Duração: 1h 39min
Direção: Conor Ally
Gênero: Drama/Biografia
Nacionalidade: EUA

Sinopse: Mesmo após sofrer um terrível acidente de carro que a deixa paraplégica, a jovem Amberley Snyder (Spencer Locke) não desiste de seu maior sonho: se tornar a maior campeã de rodeio do país. Apesar de já ser a atual campeã, ela se esforça para prosseguir como a número 1 e volta aos treinos pronta para superar qualquer obstáculo.

Amberley Snyder desde pequena demonstra bastante agilidade em montar nos cavalos, por isso, sempre treinou para ser uma das melhores da região. Perto de conquistar o título, ela acaba sofrendo um acidente de caminhonete, ao capotar o veículo a jovem perde o movimento das pernas, tornando uma paraplégica.

Inconformada com toda a situação, ela acaba acreditando que nunca mais poderá montar em cavalos, consequentemente se distanciando do título tão sonhado. Mas, ao dar uma segunda chance para si mesmo, Amberley acaba encontrando motivos para não desistir.

Inspirado na incrível vida de Amberley Snyder, em Andar Montar Rodeio: A Virada de Amberley acompanhamos a inspiradora juventude da mulher. O filme é dirigido por Conor Ally e está sendo distribuído originalmente pela Netflix, nele as atrizes Spender Locke e Missi Pyle são os grandes destaques.

Lidar com problemas nem sempre é tão fácil como imaginamos, por isso em Andar Montar Rodeio: A Virada de Amberley acompanhamos uma história real sobre superação, onde o clichê consegue nos prender até o final, principalmente por não ser mais uma ficção sobre acidentes e superação no mercado cinematográfico.

O longa-metragem conversa o tempo inteiro com o público sobre superação, a biografia de Amberley Snyder pode ser um empurrão para muitas pessoas que estão perto de desistir dos seus sonhos. Mesmo impossibilitada de realizar diversas atividades, ela consegue encontrar formas de ser maior que seus desafios. Por outro lado, o filme levanta questões sobre não ultrapassar seus limites de forma rasa, mostrando em baseamento real como não respeitar o seu limite pode ser prejudicial.

Apesar de Amberley Snyder (Spencer Locke) ser a protagonista, Missi Pyle (Jumanji: Bem-Vindo à Selva) vivendo sua mãe acaba roubando a cena. A forma que a atriz transmite as preocupações materna é sentimental e tocante, ela se encontra desacreditada e sem esperança ao ver o sonho de sua filha indo embora devido o acidente de carro. Além disso, Pyle consegue ter expressões incríveis transpassando ao público a sua divisão interna entre persistir Amberley ou fazê-la não arriscar a sua saúde.

Ao conhecer a história de uma jovem de 19 anos lidando com o seu novo estilo de vida, também acompanhamos os seus familiares e amigos se comovendo com as condições de Am — apelido íntimo direcionado por alguns. — Durante as cenas os extremos são demonstrados de forma abrangedora, seja da paraplégica, da mãe da deficiente e qualquer outra pessoa, o longa nos apresenta todos sendo esperançosos e ao mesmo tempo desejando desistir, sendo realistas e, por outro lado, sonhadores.

Andar Montar Rodeio: A Virada de Amberley é recheado de clichês já apresentados em outros filmes, onde uma menina fica impossibilitada de realizar suas atividades, mas acaba sendo persistente e procurando formas de lidar com isso. Infelizmente o trabalho de direção de Conor Ally acaba ficando previsível, enfraquecendo um pouco todo o enredo por esse motivo.

A produção do filme é boa, a forma como a equipe ficou preocupada com Spender Locke interpretando uma paraplégica é incrível, aparentemente a produção ficou atenta com os detalhes e costumes da jovem, fazendo com a atriz não cometesse erros durante a atuação. Além desse cuidado, a trilha sonora reforça bastante o cenário do longa-metragem, trazendo músicas cowntrye até mesmo utilizando algumas gírias de rodeios durante os diálogos, enriquecendo o roteiro.

Fonte: Vida Show

‘Sobre Rodas’ é filme bonito, mas pouco explorado

Posted by on 11:55 am in Livros e Filmes, Notícias | 0 comments

‘Sobre Rodas’ é filme bonito, mas pouco explorado

Lucas (Cauã Martins) é um garoto de 13 anos que volta à escola depois de um ano para enfrentar uma nova realidade após sofrer um acidente de carro. Afinal, agora ele está confinado à uma cadeira de rodas. Tendo que lidar com suas novas restrições, ele acaba por se tornar amigo de Laís (Lara Boldorini), uma garota de sua sala que está em busca do pai que a abandonou. Mesmo sem saber, ela precisa de um companheiro de viagem ao seu lado, e é isso que faz a amizade dos dois se desenvolver tão rapidamente.

Com premissa simples e narrativa leve, Sobre Rodas vai muito além de expor as dificuldades que um personagem tetraplégico passa durante a sua vida. Na verdade, a proposta do diretor Mauro D’Addio é justamente normalizar a deficiência física, sem menosprezá-la. Ainda que Lucas não seja mais capaz de jogar futebol, isso não o impede de ser um amigo leal e aventureiro.

O título Sobre Rodas, de primeira, engana o espectador que pouco sabe sobre o filme. Afinal, parece ser apenas sobre a cadeira de rodas do protagonista. Todavia, as rodas que o diretor fala dizem respeito também às da bicicleta que Laís pedala. São as rodas que permitem que os dois jovens consigam realizar essa jornada que acontece no meio do sertão, com belíssimas paisagens.

O elenco é formado quase apenas de estreantes e, por vezes, as conversas parecem um script completo, tirando o público daquela imersão no filme. As crianças não são ruins, porém ainda têm um longo caminho a percorrer dentro do universo da atuação. Mesmo os atores mais velhos, como as mães de Lucas e Laís parecem um pouco forçada, não utilizando de frases que seriam ditas no dia a dia.

Sobre Rodas é um filme bonitinho, porém com pouco aprofundamento. Com menos de 90 minutos de duração, o diretor poderia ter explorado mais alguns aspectos, trazendo um filme com mais conteúdo e menos sessão da tarde. No entanto, é um longa agradável de se assistir e fácil de ser digerido.

Recuperação de Paul Basagoitia de Lesão da Medula Espinhal Documentada em ‘Any One of Us’

Posted by on 12:58 pm in Livros e Filmes, Notícias | 0 comments

Recuperação de Paul Basagoitia de Lesão da Medula Espinhal Documentada em ‘Any One of Us’

‘Any One of Us’  faz sua estréia mundial no SXSW em 9 de março de 2019. O filme gira em torno da jornada inspiradora de recuperação do ciclista de mountain bike Paul “Bas” Basagoitia e inclui histórias convincentes de outras dezessete pessoas que estão vivendo com lesões na medula espinhal. 

Quando o ciclista profissional Paul Basagoitia sofre uma lesão medular devastadora (SCI), sua vida muda em um instante. Ao descobrir que ficou paralítico, Paul começa uma batalha exaustiva contra seu próprio corpo e mente, na esperança de um dia poder andar novamente. Sua recuperação excruciante se desdobra em tempo real através de imagens nítidas e íntimas – muitas das quais foram filmadas pelo próprio Paul – quando o vemos lutar através das agonias de uma jornada imprevisível e de um futuro incerto.

Any One of Us é a estréia na direção de Fernando Villena, produzida pela Red Bull Media House. “Eu sou inspirado por histórias de cura e crescimento e este filme sintetiza esse tipo de história”, disse Villena.“Quando vi pela primeira vez os meses de filmagem que Paul havia capturado, ficou claro que a mesma força que o tornava uma força em uma moto o levaria a lutar por cada recuperação. Sinto-me honrado em ajudar Paul a contar sua história poderosa e estou ansioso pela reação do público no SXSW. ”

Lesão da medula espinhal pode acontecer com qualquer um. Histórias de outras dezessete pessoas que vivem com SCI tecem ao longo do filme, iluminando as lutas que Paulo enfrenta agora. Depois de anos de trabalho árduo e intenso, fisioterapia intensa e até mesmo tratamentos controversos com células-tronco, Paul lentamente começa a construir uma nova vida para si mesmo. Qualquer um de nós mostra como as vidas podem mudar para sempre em um piscar de olhos – e a resiliência, coragem e determinação necessárias para permanecer aberto às possibilidades da vida, mesmo sob as mais difíceis circunstâncias.

Todos os rendimentos da Any One of Us irão beneficiar a Wings for Life, uma fundação de pesquisa sem fins lucrativos da medula espinhal, com a missão de encontrar uma cura para a lesão da medula espinhal. Saiba mais sobre Wings for Life no WingsforLife.com e o filme em AnyOneOfUsFilm.com

Jovem tetraplégico lança livro sobre a vida após o acidente

Posted by on 2:30 pm in Livros e Filmes, Notícias, Tetraplégicos | 0 comments

Jovem tetraplégico lança livro sobre a vida após o acidente

Horas após a celebração do ano novo de 1992, Carlos Eduardo Rosa, um então jovem de 18 anos, dormia em seu carro, estacionado na Praia da Barra. Ele optou por não voltar para casa imediatamente porque o amigo que seria o motorista da vez havia bebido. Mas, momentos depois, quatro veículos foram atingidos por um carro desgovernado. Kazê, como é apelidado, foi o único a sofrer sequelas: ficou tetraplégico. É claro que ele nunca queria ter passado por essa situação, explica, mas, entre o abatimento e o otimismo, ficou com a segunda opção. No mês que vem (dia 9, no Rio Shopping), o cadeirante, que é jogador de power soccer (futebol adaptado) e pintor, vai lançar o livro “Vinte anos e dois meses depois: muito além do trocar os pés pelas rodas”, sobre sua vida.

A que período se referem os 20 anos do título do livro?

Quase dois meses depois do acidente eu fui para o hospital Sarah Kubitschek, de Brasília, para um período de reabilitação. Era tudo muito novo para mim, eu ainda não havia entendido direito o que se passara. Vinte anos e dois meses depois, fui fazer um procedimento médico no Sarah Kubitschek de Belo Horizonte. Lá eu cheguei com muito mais autonomia; eu havia me transformado em outra pessoa, falando com todo mundo, com domínio sobre a cadeira etc. Naquela noite, decidi que esse seria o título do livro, que na verdade eu já escrevia há muitos anos; é quase como um diário.

Você era adepto de muitos esportes. Como foi a mudança após o acidente?

Eu jogava futebol, lutava caratê e jiu-jítsu, pegava onda, escalei o Pão de Açucar, o Dedo de Deus… Enfim, praticava muitos esportes, e queria continuar assim. A primeira experiência foi o mergulho adaptado, que é uma experiência ótima, mas eu não faço esforço, só sou conduzido. Eu queria mesmo praticar alguma coisa, e não conseguia jogar vôlei, basquete e tênis, porque não tenho força nos braços. Tentei a bocha, mas não gostei muito. Aí descobri o power soccer, em 2010, quando fundamos o primeiro time da América Latina.

Como é o power soccer?

Meu amigo, Ricardo Gonzales, trouxe o esporte para o Brasil. São três jogadores na linha e um no gol, todos numa cadeira adaptada, que tem um foot guard na frente, que seria a nossa chuteira, para empurrar a bola. Tem algumas especificidades, mas no geral seguimos as regras do futsal. A bola é um pouco maior. O esporte está cotado para entrar na Paralimpíada.

Você é atual campeão brasileiro.

Sim, pelo Rio de Janeiro Power Soccer. Ganhamos em 2014 também, dois anos depois da fundação do Campeonato Brasileiro. O primeiro time do qual participei foi o Novo Ser, em 2010. Hoje o campeonato nacional já tem seis times, com equipes do Sul, do Ceará e de São Paulo também. Além disso, faço parte da seleção brasileira. Já fomos campeões sul-americanos em 2015, contra Argentina e Uruguai.

E qual sua principal ocupação atualmente?

A pintura. Faço parte da Associação de Pintores com as Bocas e os Pés, baseada na Suíça, que transformam quadros dos artistas em cartões e calendários, para serem vendidos. Diferentemente do esporte, essa foi uma habilidade que desenvolvi após o acidente. Antes eu não conseguia pintar nem uma casinha, e, quando um amigo me convidou para participar do projeto, fiquei reticente. Minha primeira tentativa foi pintar um pôr do sol. Eu gostei e mostrei para o meu irmão, que elogiou o “ovo frito que eu fiz” (risos). Fiquei uns seis meses sem pintar de novo, até que uma outra amiga, artista, me incentivou. Além disso, toco gaita, mas mais na brincadeira.

Como é viver no Rio em termos de acessibilidade?

Complicado. As calçadas são ruins, e, quando há rampas, muitas delas são malfeitas. Ônibus adaptados também não funcionam, nós ficamos muito inseguros. Em casa, sempre tive ajuda dos meus pais, e tenho um programa especial de computador que me permite fazer tudo por comando de voz.

Você costuma ser convidado para dar palestras sobre sua vida?

Sim, em várias empresas. Sempre fui um cara bem otimista, nunca me deixei abater pela lesão. Claro que não queria ter sofrido isso, mas eu soube lidar com a situação de uma maneira bem tranquila. Tento me proporcionar momentos felizes.

Fonte: O Globo

Don’t Worry, He Won’t Get Far on Foot

Posted by on 8:57 pm in Livros e Filmes, Notícias, Tetraplégicos | 0 comments

Don’t Worry, He Won’t Get Far on Foot

Baseado na autobiografia do cartunista John Callahan (Joaquin Phoenix), um jovem conturbado que ficou tetraplégico aos 21 anos, após um grave grave acidente automobilístico. Conheça a vida e a obra de um dos cartunistas mais improváveis (e perseverantes) do mundo, lutando contra suas limitações físicas e mentais para realizar o sonho de ter uma carreira artística.

Fonte: AdoroCinema

Romance acompanha trajeto de cadeirante gay em cidade pouco acessivél

Posted by on 8:26 pm in Livros e Filmes, Notícias | 0 comments

Romance acompanha trajeto de cadeirante gay em cidade pouco acessivél

Um romance urgente sobre intolerância e marginalização de uma nova e potente voz da literatura brasileira. Uma manhã chuvosa no Rio de Janeiro. Antônio, um cadeirante negro de classe média, circula pela cidade enquanto o caminhão que carrega sua pequena mudança se afasta da casa em que ele viveu até então. De metrô, ônibus e balsa, não sem dificuldades, ele se desloca em sua cadeira de rodas capenga em direção à sua nova casa, que de nova não tem tanto assim: endividado e sem outra alternativa, Antônio está voltando à casa da sua infância, à casa do pai, a quem ele não vê há mais de vinte anos. Enquanto avança nessa odisseia particular rumo à casa dos pais, ele atravessa também um percurso memorial pelas passagens mais cruciais da sua vida: o relacionamento com seu pai – o “Comandante”–, os anos na Escola militar, a descoberta da homossexualidade, a carreira de fotógrafo, o acidente que o tornou paraplégico. Com uma escrita precisa e mordaz, Carlos Eduardo Pereira constrói em “Enquanto os Dentes” um retrato duro e necessário de um Brasil violento: não a violência das ruas, mas a agressividade da intolerância e da discriminação que se escondem dentro das próprias casas, famílias e instituições.

Onde comprar: Livraria Cultura