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Mulher comove com campanha para ajudar namorado tetraplégico a se recuperar

Posted by on jun 10, 2017

Histórias de amor nem sempre são fáceis de serem compreendidas (e contadas). Mas é nos desafios da vida que o verdadeiro companheirismo aparece. Adriana Castro, de 51 anos, foi apresentada a Kleber Alexandre Brandão, de 48 anos, pelo genro dela no Natal de 2012. Ele se interessou por ela que, recém-divorciada, não deu bola. O tempo passou, ele sofreu um grave acidente de carro em 2014 quando foi atingido por um veículo na contramão, e ficou tetraplégico.

Ano passado, os dois se “reencontraram” via Facebook, que ele usa com a ajuda de um cuidador, e os dois passaram a conversar todos os dias via telefone também. O namoro virtual começou, e ela passou as festas de fim de ano na casa dele. Desde então, Adriana está mobilizada em ajudá-lo a realizar o sonho de conseguir um tratamento médico, recuperar algum movimento do corpo e, quem sabe, poder trabalhar novamente.

– Em setembro, falando com uma tia dele, perguntei se ele estava bem, e ela disse que com todas as limitações e sofrimento, ele tinha Facebook e ficaria feliz em me ter como amiga. E assim nos adicionamos e começamos a falar toda noite – conta.

Como ele mora em Belo Horizonte e ela em Brasília, os desafios são ainda maiores para o relacionamento. Além disso, Adriana tem como objetivo primordial ajudar Alexandre a ter mais qualidade de vida. Ele precisa se recuperar das enormes escaras – feridas comuns a deficientes – que têm pelo corpo por ficar muito tempo na mesma posição.

Do acidente, Alexandre lembra apenas que foi jogado para fora do carro num e levado para o hospital. Foram seis meses de internação, entre idas e vindas ao CTI.

– Depois de sair do hospital, a luta é em casa. Eu já saí de lá com uma escara de 15cm e foi uma luta para diminuir. Adquiri mais duas por falta de mudança de decúbito. De janeiro pra cá tive uma melhora com um tratamento que a Adriana conseguiu pra mim com uma amiga dela. Foi muito grande a evolução. A minha traqueostomia não fechou e tive que fazer uma cirurgia, mas peguei uma gripe que estou me recuperando e, agora, preciso fazer uma cirurgia porque estou com cálculo renal – conta Alexandre, que trabalhava como corretor de imóveis.

Ele sonha em fazer um tratamento no Hospital Sarah Kubistchek de Belo Horizonte, referência nacional em reabilitação, mas isso só será possível se ele estiver em boas condições de saúde para ser aprovado na avaliação. Ele vive apenas com a mãe e a única fonte de renda é a aposentadoria dela. Adriana também não tem condições financeiras de arcar com o tratamento e, por isso, resolveu pedir ajuda aos amigos pelas mesmas redes sociais que aproximaram os dois. As doações estão sendo feitas diretamente para o ex-corretor, que tem apenas uma poupança no banco.

– Não tenho condições financeiras de ter um cuidador para ficar comigo à noite para me virar, e por isso tenho escaras. Preciso também de suplementos que são indicados para aumentar a imunidade. Eu tenho lutado, sou uma pessoa de fé e não desisto, mas preciso da ajuda das pessoas – disse Alexandre, acrescentando que dos tempos de hospital guardou uma poderosa lição: – se você respira bem, consegue lutar pela sua vida.

E sobre Adriana, ele é taxativo:

– Estamos juntos nessa batalha. Ela tem sido uma luz que tem iluminado meu caminho e me dado força. Briga comigo, mas está sendo ótimo.

Fonte: Extra

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