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Lesão Medular: novas perspectivas e o papel do exercício físico!

Posted by on jan 16, 2016

Recentemente foram noticiados casos como o de Darek Fidyka, polonês que após ter sofrido uma lesão medular torácica, recuperou alguns movimentos de membros inferiores em resposta a um tratamento experimental com células tronco olfativas.

Outro procedimento promissor destacado ultimamente consiste na estimulação elétrica medular através de eletrodos de superfície sobre a região lombar dos pacientes, resultando em aparente facilitação da movimentação dos membros inferiores.

Além desses, diversos recursos têm sido testados e estão ainda em fase inicial de desenvolvimento, podendo futuramente apresentar possíveis efeitos benéficos para a recuperação dos déficits motores decorrentes de uma lesão medular.

Deve-se, no entanto, destacar que em todos os protocolos desenvolvidos, a terapia celular, elétrica ou farmacológica é necessariamente combinada a um programa de exercícios específicos à recuperação das funções perdidas.
Esse treinamento especializado que têm emergido nos últimos anos consiste de uma nova abordagem para pessoas com LM, denominada de Terapias baseadas em atividade (ABT’s), as quais buscam estratégias para aumentar ou manter o nível de atividade dos segmentos acometidos pelo dano neurológico, visando recuperação das funções abaixo do nível da lesão, tidas como aparentemente perdidas.

Dentre as ABT’s, tem se destacado a intervenção por meio de Treino locomotor com suspensão de peso na esteira (TLSP), que tem expressivo embasamento teórico em estudos desenvolvidos com modelos animais e humanos.

Segundo esses estudos, o treinamento físico específico torna-se uma estratégia terapêutica efetiva após uma LM em humanos, podendo estimular na região lesionada o brotamento de novas conexões, bem como a regeneração de conexões perdidas.

Sabe-se também que quanto mais precoce o início da intervenção por exercícios, maiores serão as chances de resultados favoráveis. No entanto, melhoras podem ser observadas mesmo em pessoas que iniciaram esse tipo de tratamento alguns anos após a lesão.

Além disso, uma característica importante desse tipo de abordagem é a intensidade e regularidade do programa de exercícios, com sessões diárias que devem durar de 60 a 180 minutos, com frequência de três a cinco vezes por semana.

Não restam dúvidas de que os futuros tratamentos para lesão medular são promissores, no entanto, a maioria desses procedimentos ainda está em fase inicial de desenvolvimento, portanto, no atual quadro de desenvolvimento científico, o exercício físico sistematizado destaca-se como o melhor tratamento disponível para pessoas com lesão medular, e mesmo em um futuro próximo com o melhor desenvolvimento de técnicas restaurativas, o exercício ainda será um importante aliado na recuperação de lesões neurológicas.

Adaptado de: http://theconversation.com/spinal-cord-injury-big-hope-is-cell-therapy-but-exercise-is-best-for-now-33072

Referências:
Tabakow P, Jarmundowicz W, Czapiga B, Fortuna W, Miedzybrodzki R, Czyz M, et al. Transplantation of autologous olfactory ensheathing cells in complete human spinal cord injury. Cell Transplant. 2013;22(9):1591–612.
Gerasimenko YP, Lu D, Modaber M, Zdunowski S, Gad P, Sayenko DG, et al. Noninvasive Reactivation of motor descending control after paralysis. J Neurotrauma. 2014;(310):1–49.

Fonte: www.acreditando.com.br

 

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