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Curiosidade e Informação sobre Lesão Medular

Jovem com lesão medular cursa faculdade, namora e dá exemplo de determinação

Posted by on jul 3, 2017

 

Juliana Vieira é daquelas pessoas especiais, que valem a pena conhecer. Desde criança ela enfrenta muitas dificuldades, decorrentes de problemas de saúde. Aos 10 anos a jovem teve detectada uma inflamação na medula. Por conta de uma negligência médica, teve como sequela uma lesão medular.

Mais madura, aos 17 anos, ela explica que “agora é tranquilo. Porém, no começo foi complicado, era criança e não entendia. Tive depressão, anorexia, uma fase radical de rejeição. De dois anos pra cá eu comecei a olhar o meu verdadeiro mundo, comecei a lidar de uma forma diferente e aceitei que eu sou como sou e não tem problema nenhum nisso”, ensina.

Natural de Umuarama, Juliana mora com o pai e dois irmãos, Vinicius Vieira de 22 anos e Jéssica Vieira, de 19, aos quais ela rende muitos elogios. “Tenho uma relação de muita união com eles. Temos todas as brigas de irmãos, mas eles cuidam de mim e tentam ao máximo me defender das coisas negativas que possam de alguma forma me afetar”, conta.

Ela explica que é mais próxima da irmã. “Ao ponto de ficar doente se estiver longe dela. Da parte dela é a mesma coisa. A Jéssica me conhece muito bem, mais do que qualquer outra pessoa. Uma coisa engraçada que eu sempre digo é que os irmãos mais velhos seguram os caçulas no colo enquanto bebês. No meu caso, meus irmãos me carregam no colo até hoje, com todo o amor que temos um pelo outro isso se torna mais um motivo para que nada me abale”, diz.

Mesmo morando com o pai, Juliana conta que é muito apegada a mãe. “A gente se dá muito bem. Saímos pouco, pois não sou muito fã de frequentar locais públicos. Tenho certo desconforto e procuro evitar. Por isso quando estamos juntas procuramos assistir algum filme ou fazemos algo para comer na casa dela”, explica a jovem, que é cadeirante.

As irmãs de sangue e de alma passam boa parte do tempo juntas

Um mundo de descobertas

Como todos da casa saem para trabalhar, todos os dias pela manhã o pai leva Juliana para a casa da avó. O objetivo é não deixar ela sozinha devido as suas limitações.

E apesar das barreiras que enfrenta, a simpática moça afirma categoricamente que o que mais gosta de fazer é descobrir coisas novas e testar seus limites. “Não parece ser muita coisa, mas todos os dias eu descubro algo novo, que transforma minhas limitações em detalhes e não em condição”.

E ela explica: “Quando mencionei que o que eu mais gosto de fazer é descobrir e conhecer coisas novas eu me refiro a tudo. Eu descobri que, apesar de ter pouco movimento nos braços e nas mãos, eu posso cozinhar, posso desenhar, digitar no computador, mexer com louça… Posso abraçar qualquer coisa que eu me adapto a fazer. Descobri também que uma lesão medular não me priva, mas me influência a crescer, sonhar e viver”.

O namoro

A jovem namora Gustavo Ferreira, 19 anos. O casal está junto há cerca de 10 meses e Juliana descreve o relacionamento da seguinte forma: “Nós somos aquele casal que é amigo, a gente conversa muito, e eu acho que isso é indispensável. Ele é uma pessoa tranquila e atenciosa. Nos preocupamos muito um com o outro”, ressalta.

Os namorados se conheceram no cinema. Ele era amigo da irmã de Juliana e a afinidade foi imediata. “O tempo todo ele fez questão que eu me sentisse bem. Naquela hora eu me encantei pelo carisma e pelo sorriso dele”, revela.

O namoro rendeu uma linda declaração de amor que foi noticiada por OBemdito em fevereiro (CLIQUE AQUI).

Juliana e Gustavo estão juntos há cerca de 10 meses. Foi afinidade imediata

Vida acadêmica

Juliana conta que sempre teve vontade de cursar Biomedicina. Porém, como teria que morar em outra cidade, se viu impossibilitada. Por gostar muito de comunicação, resolveu fazer Publicidade e Propaganda.

Ela está no primeiro ano do curso e considera muito bom o convívio com os colegas. “Eu fui muito sociável desde o primeiro dia de aula e me dei bem com os calouros e veteranos, além de ter uma ótima relação com os professores”, diz. “Como aluna me considero esforçada, pois o curso faz parte dos meus sonhos em construção e, com certeza, segurar o diploma vai ser inexplicável”.

Juliana com os colegas e professores da turma de Publicidade e Propaganda

Fonte: O Bemdito

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