Ser Lesado

Curiosidade e Informação sobre Lesão Medular

Dor no Lesado Medular

Posted by on jan 8, 2017

 

A medula espinal é parte do sistema nervoso central que interliga o encéfalo aos órgãos e possibilita seu funcionamento. A lesão medular traz perdas de função nos mais variados órgãos e sistemas que dependem de sua inervação, como a movimentação do tronco e membros, a sensibilidade cutânea e profunda, a sensação de dor, o controle da micção, até manutenção da pressão arterial.

Frequentemente, os pacientes com lesões medulares graves apresentam paradoxalmente dor espontânea em porções do organismo que nem mesmo têm sensações ou função motora voluntária.

A dor no lesado medular é, em geral, de difícil manejo clínico e pouco responsiva a medicações orais ou endovenosas. Relaciona-se a sensações semelhantes ao fenômeno e à dor fantasma, pois apesar de haver a presença física do corpo, não há ligação com o cérebro, que é responsável em promover ações voluntárias e sensações conscientes.

A espasticidade também é parte das alterações medulares relacionadas à lesão, seja ele completa ou incompleta. Desenvolve-se lentamente após a lesão medular estabelecida, progredindo em intensidade e extensão. Causa movimentos involuntários, como o “clonus”, repetição de contrações motoras, além da rigidez muscular que mantém posturas que muitas vezes impossibilitam o doente a sentar ou dificultam o higiene íntimo.

Tratamento

O tratamento compreende desde medicações que promovem o relaxamento do neuromuscular, de administração oral, endovenosa ou local, como a toxina botulínica.

Há disponibilidade, também, de infusão de fármacos no líquido que banha a medula espinal, o que possibilita grande autonomia ao paciente, pois a duração das doses de medicação pode ser de até três meses, além de minorar os efeitos colaterais.

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