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Designers deselvolvem dispositivos para que paraplégicos possam se locomover

Posted by on jan 7, 2019

Cadeira de rodas normal para pessoa paraplégica ou com alguma imobilidade nas pernas (Foto: Pixabay)

Desafio Mobility Unlimited, promovido pela Fundação Toyota de Mobilidade, estimuladesigners a desenvolverem projetos que auxiliem na locomoção de pessoas paraplégicas. Os finalistas foram anunciados hoje, durante a feira de tecnologia e inovação, Consumer Electronics Show (CES), que ocorre em Las Vegas, nos Estados Unidos. O vencedor será revelado apenas em setembro de 2020, em Tóquio, no Japão, e receberá como prêmio US$ 1 milhão.

O parceiro da Toyota no desafio é a instituição caridade de inovação Nesta, por meio do seu Challenge Prize Center. A CES, é a maior feira de tecnologia do ano e acontece até o dia 12 de janeiro. Foram 80 pessoas inscritas, mas somente cinco chegaram à etapa final. Cada um receberá um financiamento de US$ 500 mil para desenvolver seus respectivos protótipos.

A lista dos concorrentes inclui o Moby, um esquema de compartilhamento debicicletas equivalente para cadeiras de rodas elétricas, desenvolvido pela italianaItaldesign. O projeto permitiria que as pessoas que usam cadeiras de rodas manuais pudessem alternar para o sistema elétrico quando necessitassem se locomover por distâncias maiores.

A empresa italiana anunciou também que quer permitir que os adeirantes viajem com mais facilidade usando o as bicicletas elétricas e que o sistema seria acessado pelo mesmo aplicativo em cidades do mundo inteiro.

Já os exoesquetelos possuem uma proposta diferente: ele permite que pessoas paraplégicas possam ficar de pé. Desenvolvido por uma equpe da Universidade de Tsukuba, no Japão, o QOLO (Qualidade de Vida com Locomoção) é um exoesqueleto leve que permite que seus usuários o operem enquanto estão sentados, como uma cadeira de rodas elétrica padrão, ou de pé.

“Isso significa que os usuários de cadeira de rodas podem interagir com outras pessoas, na mesma altura de seus olhos, melhorando a comunicação e mudando a maneira como eles veem o mundo”, disse Kenji Suzuki, da equipe Qolo, ao portalDezeen.

Outro finalista é o Quix, um dispositivo sem rodas, com motores nos quadris, joelhos e tornozelos para mover as pernas em um movimento de caminhada.

Ele usa tecnologia de percepção de carros autônomos e algoritmos de controle para balanceamento de robôs humanóides autossuficientes a fim de fornecer mobilidade avançada, segurança e independência.

Já a cadeira de rodas ultra-leve Phoenix AI, da empresa britânica Phoenix Instinct, parece um produto mais convencional, mas traz uma funcionalidade inteligente para além do que é visto no mercado.

Feita de fibra de carbono leve, a cadeira de rodas manual possui sensores que detectam se o usuário está inclinado para frente ou para trás e ajusta seu centro de gravidade de acordo com a pessoa. Isto torna mais fácil empurrar e girar, ao mesmo tempo, impede o usuário de cair para trás.

Além disso, ela possui energia inteligente e frenagem automática. O fundador e CEO da Phoenix Instinct, Andrew Slorrance, afirma que o que o motivou a desenvolver o projeto foi a sua história pessoal. Aos 14 anos ele sofreu uma lesão medular e perdeu o movimento das pernas. “Quando eu tinha 16 anos, decidi que um dia projetaria uma cadeira de rodas que mudasse a percepção do usuário. Tudo isso usando materiais e estilo de ponta”, disse Slorrance ao Dezeen.

O designer conta que além dos materiais de ponta, era necessário ter alta tecnologia para que o dispositivo pudesse ser funcional. Mas isso era muito caro e ele não poderia bancar. Foi então que ele soube do desafio promovido pelo Instituo Toyota de Mobilidade. “Quando eu vi este desafio, pensei, aqui está o dinheiro para desenvolver esta tecnologia”, afirmou.

Outro participantes da competição é Pierluigi Mantovani, co-fundador e CEO da Evolution Devices. Ele diz que foi inspirado pela experiência de seu pai com a esclerose múltipla e que perdeu seus movimentos.

O Evowalk da Evolution Devices é uma espécie de manga não invasiva que se ajusta à perna do usuário. Os sensores acompanham o movimento de caminhada, permitindo que o dispositivo estimule os músculos certos no momento certo para ajudar a pessoa a andar. Além melhorar a sua mobilidade no local, a Evowalk tem um efeito reabilitativo ao longo do tempo.

Fonte: Casa e Jardim

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