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Capelinhense é exemplo de superação e volta a andar

Posted by on abr 4, 2017

Zé Miranda quebrou a coluna e ouviu de médico em BH que ficaria paraplégico

O dia 8 de novembro de 2016 ficou marcado para o casal José Miranda Costa e Terezinha Neves Miranda, moradores do bairro Vista Alegre, em Capelinha. Zé Miranda, como é conhecido, possui um sério problema de visão e, em visita a uma roça na comunidade do Citurno, caiu em uma cisterna. A queda, de uma altura de três metros, provocou uma fratura grave na coluna, e o capelinhense perdeu os movimentos das pernas.

Após passar pelo hospital de Capelinha, Zé Miranda foi encaminhado para Diamantina e, de lá, para Belo Horizonte. O médico da capital deu o diagnóstico ao capelinhense: “Você não vai andar nunca mais, vai ficar paraplégico”.

Dona Terezinha se assustou ao saber que o destino do marido seria viver em uma cadeira de rodas. Ao voltar para Capelinha, procurou a Secretaria de Saúde para iniciar a fisioterapia, na esperança de ao menos melhorar a qualidade de vida do esposo. Ela conta: “Em novembro, me falaram na Secretaria de Saúde que a fisioterapia estava parada e que não tinha previsão de volta. Eu fiquei sem saber o que fazer, e pedi a Deus que o prefeito novo colocasse um serviço de fisioterapia pra nós. Quando começou o ano e eu fiquei sabendo que tinha a Clínica de Fisioterapia, a primeira coisa que fiz foi procurar a Secretaria de Saúde. Deu tudo certo e o Zé começou a fazer o tratamento”.

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Passo a passo

Na Clínica de Fisioterapia, Zé Miranda ficou sob a responsabilidade da fisioterapeuta Ana Paula Macedo. Ele, que já estava abatido pela tristeza de nunca mais poder andar, começou a sentir esperança de ao menos ficar em pé. Zé Miranda conta entusiasmado: “Ela é um anjo, não tem ninguém melhor que a doutora Ana Paula! E o pessoal da Clínica de Fisioterapia é muito bom também, sempre recebe a gente com um bom dia, com um sorriso no rosto, pergunta como foi a semana”.

Dona Terezinha completa: “O dia que vi o Zé levantar da cadeira de rodas, até chorei. Não tem palavras pra dizer o que eu senti”.

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Três meses após a fisioterapia, Zé Miranda já praticamente aposentou a cadeira de rodas, consegue ficar em pé e dá os primeiros passos em direção ao que ele mesmo chama de “vida nova”.  O capelinhense comenta: “O que eu passei não desejo a ninguém, ouvir do médico que você não vai conseguir andar mais é a pior coisa da vida. Eu pelejava pra sentir as pernas, mas não conseguia, era uma angústia todo dia. Mas agora eu sinto a esperança renovada, agradeço a Deus e peço pela vida de todo o pessoal da Clínica de Fisioterapia. E assim eu vou, passo a passo, recuperando minha força de andar. Daqui a um tempo, eu vou sair da clínica andando com as forças das minhas pernas”.

Acreditar na profissão

O fisioterapeuta Samuel Jardim, coordenador da Clínica de Fisioterapia, comemora este e outros casos semelhantes que vêm ocorrendo no local, criado pelo município no mês de janeiro: “Casos assim nos fazem acreditar mais na profissão. No início do ano, encontramos pacientes que já haviam realizado cem sessões ou até mais, mas sem resultado. Depois que separamos os pacientes por necessidades afins e intensificamos a fisioterapia, os bons resultados começaram a aparecer”.

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Gratificante

Para a fisioterapeuta Ana Paula Santos, ver Zé Miranda levantando-se da cadeira de rodas e dando os primeiros passos é algo além de um resultado profissional: “Não tem como descrever, não existe gratificação maior no mundo. Quando vejo um paciente voltando a andar ou tendo alta da fisioterapia, eu sinto uma alegria imensa. É algo que ultrapassa a satisfação profissional”.

A secretaria municipal de Saúde, Célia Peçanha, elogia a atuação dos profissionais da Clínica de Fisioterapia e aponta: “Nossa intenção é continuar trabalhando com seriedade, dedicação e afinco em todas as áreas de atuação da Saúde. Temos ainda muitos projetos para serem desenvolvidos”.

Fonte: Minas Hoje

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