Ser Lesado

Curiosidade e Informação sobre Lesão Medular

Cadeirantes tomam remédio para satisfazer a mulher

Posted by on jan 22, 2016

 

Por: Agência O Globo
Homens que sofreram lesões na medula espinhal em plena juventude têm em comum a causa da tragédia — em geral, tiro ou acidente de trânsito — e o comprometimento da vida sexual.

Um recurso eficiente na reabilitação desses pacientes é o uso de remédios que quebraram o tabu da impotência sexual na terceira idade.

Ao contrário do que muitos imaginam, a maioria dos paraplégicos e tetraplégicos consegue ter ereções — e muitos, prazer. O problema é que elas são fugazes, duram poucos minutos, tempo insuficiente para uma relação sexual satisfatória para ele e a parceira.

Com a desmistificação do uso do Viagra e outras drogas que surgiram a reboque, pessoas com deficiência física redescobriram o sexo. Como há variações de comprometimento das lesões medulares, a possibilidade de ter relações sexuais e de gerar filhos depende do nível e do tipo de ruptura sofrida.

As mais comuns causam a tetraplegia, quando há lesão cervical ou torácica, o que compromete tronco, pernas e braços, ou a paraplegia, quando há perda dos movimentos da cintura para baixo.

“Conhecendo seu potencial e suas limitações, fica mais fácil ter uma vida sexual ativa. Apesar de a ereção ser basicamente resultado de manipulação, o prazer tem de ser desfocado da área genital. Há cadeirantes com alguma sensibilidade no pênis, mas a maioria ‘transfere’ o tesão para outros locais do corpo”, explica a fisiatra Izabel Maior, da Faculdade de Medicina da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Izabel, que sofreu lesão quando ainda era estudante, afirma que nos paraplégicos a possibilidade de prazer é maior pois há preservação de tronco, braços e abdômen. Já entre os tetraplégicos, depende muito da sincronia do casal.

O restaurador Fernando Amaro e o ex-baterista do Rappa, Marcelo Yuka, relatam suas experiências sexuais depois que passaram a viver numa cadeira de rodas.

Restaurador teve dois filhos após lesão na medula

Fernando Menezes Amaro, de 52 anos, conta que o Viagra revolucionou o sexo para o homem em geral. E o cadeirante também se beneficia do medicamento. “Se remédios como o Viagra podem nos ajudar, por que não usar? É para isso mesmo que servem”, fala o chefe do setor de restauração da Biblioteca Nacional, casado com Adriana, 48.

Com 16 anos, Fernando foi atropelado enquanto andava de bicicleta. Conheceu sua mulher já na cadeira de rodas. O casal tem dois filhos: Raphael, 25 anos, e Fernanda, 20. “Foi antes do Viagra!”, brinca, aos risos.

“Sexo? Não faço! Hoje faço amor”, afirmou Marcelo Yuka, 49 anos, ex-baterista e um dos fundadores da banda O Rappa, que há 15 anos ficou paraplégico após tentar fugir de um assalto e ser atingido por nove tiros. “Só aprendi a fazer amor depois da cadeira de rodas. Antes era só sexo. Agora, gosto de me jogar, achar uma sintonia. Se não rolar essa entrega, de forma tranquila, não vai”, explica.

Yuka comenta que carinho e conquista são combustível e criam um clima que o deixa feliz. “Minha primeira transa depois da cadeira de rodas foi inesquecível. Percebi o quanto a mulher é incrível no sentido de ser generosa. O protagonismo agora é todo dela. Dependo dela”.

Fonte: www.diariosp.com.br

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