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Cadeirante se redescobre no esporte ao praticar remo

Posted by on ago 14, 2017

“É difícil explicar… Foi uma sensação muito boa. Foi muito bom iniciar um esporte depois de 6 anos sem praticar uma atividade esportiva. Uma sensação de liberdade”. Este é o sentimento do assistente tributário da Alcoa, Wilson Alves Ramos Filho, ao praticar remo pela primeira vez na vida, principalmente depois de ter ficado paraplégico durante um acidente de moto em 2011 quando tinha 18 anos.

Wilson se redescobre no esporte após 6 anos depois de ter ficado paraplégico

Aos 25 anos, Wilson começa um novo desafio em sua vida. Com ajuda de colegas do trabalho, ele viu no remo uma oportunidade de voltar a praticar atividade esportiva. O interesse pelo esporte partiu do colega Eder Reis que já rema e falou das vantagens do esporte.

A vontade e desejo de remar viraram realidade com a ajuda do colega e diretor de esportes da Alcoa, Rogério Horácio Ferreira que desenvolveu a adaptação do barco para um deficiente físico.

O encontro com o barco e a água foi neste sábado, 12, no Clube de Remo de Poços de Caldas que fica às margens da Represa do Bortolan. “Foi mais fácil que eu imaginava. Foi uma sensação de liberdade e superação”, disse Wilson ao remar nas águas do Bortolan.

A estreia de Wilson foi acompanha pelo treinador e instrutor olímpico, José Paulo Sabadini de Lima que veio acompanhar os trabalhos no fim de semana. Sabadini que desde 90 trabalha com remo é o instrutor da atleta paraolímpica de remo e medalhista mundial, Cláudia Santos, que por duas vezes treinou no Clube de Remo no ano passado se preparando para os Jogos Paralímpicos Rio 2016.

Wilson recebe orientação já no barco adaptado

Com todo incentivo, Wilson que está no segundo período do curso de Administração, vai conciliar as aulas de natação com os treinos de remo que acontecem sempre aos finais de semana. E não descarta a possibilidade de um dia participar de competições já como um paraatleta. “Antes de perder os movimentos das pernas com o acidente, eu praticava mountain bike. Agora com o remo vejo a oportunidade de me exercitar novamente. E mais que fortalecer os braços e costas, porque não participar de competições também? Tenho interesse e vou me esforçar para isso.” Finalizou Wilson.

Para o presidente do Clube de Remo, Marcelo Norberto, responsável pela criação do clube e da prática do remo em Poços de Caldas, a expectativa que outros deficientes físicos, assim como Wilson se interessem pelo esporte que hoje é uma das modalidades que se destacando das demais clube oferece condições para mais esta atividade como ficou provado com a vinda da medalhista mundial, Cláudia Santos no ano passado.

Fonte: http://pocoscom.com

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