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Assistente supera acidente, disputa Integração e projeta melhorar tempo em 2018

Posted by on jul 4, 2017

Foi o esporte a ferramenta para que o assistente administrativo Vilson Natal das Neves retomasse sua vida. Vítima de um acidente de moto em 2014, Neves perdeu os movimentos do quadril para baixo e foi obrigado a conviver com a ajuda de uma cadeira de rodas. A prática da corrida ajudou em sua adaptação ao novo cenário e, aos 32 anos, além de assistente administrativo, Vilson se transformou em atleta.

 Vilson Natal das Neves disputou Corrida Integração e quer melhorar tempo em 2018 (Foto: Guilherme Galdino)Vilson Natal das Neves disputou Corrida Integração e quer melhorar tempo em 2018 (Foto: Guilherme Galdino)

Vilson Natal das Neves disputou Corrida Integração e quer melhorar tempo em 2018 (Foto: Guilherme Galdino)

– Antes da cadeira de rodas, eu não tinha participado de nenhuma corrida de rua. Então, depois da cadeira, acordei para a vida e vi que comecei a praticar mais esporte. E a corrida tem esse negócio de quebrar seus próprios limites – contou Vilson, um dos participantes da 3ª Corrida Integração de Ribeirão Preto, que aconteceu no domingo.

Em busca de superar seus limites, ele destacou o apoio recebido ao longo do percurso, que teve largada em frente ao Parque Maurílio Biagi e passou por parte da Avenida do Café, no trajeto de 5 km.

– No meio do percurso, o pessoal incentivou bastante, sempre que alguém passava ou a gente passava por eles, sempre tinha aquele incentivo, aquela força. O pessoal ofereceu ajuda, mas como queria quebrar meus limites, fui sozinho. Teve a dificuldade de alguns buracos no meio da rua no trajeto. Mas o interessante é concluir sozinho – disse Neves, que afirmou não fazer um treino específico em preparação para corridas de rua.

– Faço atletismo pela cidade e, junto com o time de basquete na cadeira de rodas, faço crossfit, musculação e academia. Então não é nada específico. Como ando muito sozinho pelas ruas, ganho resistência – destacou.

Avante

Feliz com o tempo de 41 minutos na Integração de 2017, o assistente administrativo já faz planos para melhorar sua marca no próximo ano.

– Nesse percurso foi minha primeira prova. Fiz em 41 minutos. Fiz uma prova de 5 km em outro percurso, mas fiz em 42 [minutos]. Então, querendo ou não, já melhorei um minuto, mesmo sendo em percurso diferente. Isso que é o mais gostoso. Agora é esperar o ano que vem para ver, se for o mesmo percurso, qual será o tempo. Mas meu interesse é melhorar, pelo menos, cinco minutos – ressaltou Vilson, com a confiança de quem não enxerga limites para a força de vontade.

– Resolvi me adaptar assim mesmo [após lesionar a medula no acidente]. Nós conseguimos fazer coisas que não imaginamos, só basta querermos e termos iniciativa. Não adianta os outros incentivarem se você não quiser. Temos que levantar a cabeça, isso é o principal, porque a vida está aí para ser vivida – concluiu.

Fonte: G1

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