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Após ficar tetraplégico, jovem abre viveiro de flores e realiza sonho em RO

Posted by on out 11, 2017

Há cerca de 8 anos a vida de Alexandre Abreu tem mudado constantemente. Depois do jovem ficar tetraplégico aos 19 anos de idade, por causa de uma queda em Ji-Paraná (RO), Alexandre ficou depressivo por um período. Ao ver que a vida precisava seguir, o jovem decidiu acreditar nos sonhos e abrir o próprio negócio: um viveiro de flores.

No Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Física, celebrado nesta quarta-feira (11), Alexandre celebra o sucesso do empreendimento e também o ingresso na faculdade.

Apaixonado por flores desde a infância, quando passava as férias escolares ajudando no viveiro do tio, Alex decidiu trabalhar como florista pela necessidade de encontrar algo que pudesse ocupar o tempo vago.

“É uma terapia! Sempre disse que as flores são um pedaço do céu na terra. Antes do cultivo e comércio das flores eu tinha uma vida totalmente sedentária. Às vezes era 24 horas na cama. Não tinha interesse em fazer nada”, conta Alex.

Inicialmente o jovem vendia flores mais para amigos (Foto: Marco Bernardi/G1)Inicialmente o jovem vendia flores mais para amigos (Foto: Marco Bernardi/G1)

Inicialmente o jovem vendia flores mais para amigos (Foto: Marco Bernardi/G1)

Há dois anos o jovem deu uma “guinada” na vida e decidiu investir com tudo no ramo de floricultura, quando montou um viveiro no quintal da residência. No início Alex vendia as flores para amigos, vizinhos e através das redes sociais.

“Acredito que todos nós somos capazes de conquistar nossos sonhos, basta acreditarmos em nós e ir atrás dos nossos sonhos. Por diversas vezes pensei em desistir, mas vejo a luta e o esforço que fiz para chegar até aqui e isso me motiva”, afirma.

Alex conta que já participou de cursos sobre floricultura e que esta nova profissão fez com que o jovem pudesse enxergar a vida com outros olhos, produzindo cerca de 500 flores por mês.

“Quando as flores se tornaram algo mais concreto e presente, eu saí do sedentarismo e me enxerguei com outros olhos, pois vi que podia fazer algo que gostava e que eu não estava morto e debilitado em uma cama”, diz o jovem.

A profissão fez com que o jovem conquistasse independência e foi muito além. Animado após o sucesso do viveiro, Alex decidiu retomar os estudos e ingressou na universidade.

“Depois da empresa aberta, com toda documentação correta, eu vi a possibilidade de novas áreas, e que eu era capaz de alcançar todos os sonhos e objetivos já esquecidos. Até enxergar a possibilidade de voltar a cursar uma faculdade. Hoje sou acadêmico, empreendedor e sonhador”, finaliza Alex.

Dia da Pessoa com Deficiência Física

No dia 11 de outubro o Ministério dos Direitos Humanos celebra o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Física com o objetivo de propor uma reflexão e revisão das políticas criadas para esta parcela de brasileiros.

De acordo com o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 13 milhões de pessoas possuem alguma deficiência física no Brasil.

Fonte: G1

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