Ser Lesado

Curiosidade e Informação sobre Lesão Medular

A vida sexual em caso de lesão medular

Posted by on abr 2, 2017

Alvos de desinformação e especulação, as lesões medulares, que fazem com que o indivíduo perca os movimentos e a sensibilidade de parte do corpo, não são, em todos os casos, sentenças de fim da vida sexual. É o que explica o médico Miroval Galvão, do Setor de Neurorrreabilitação em Lesão Medular do Hospital Sarah Fortaleza. O que acontece, diz o especialista, é que a lesão interrompe a transmissão do sistema nervoso para parte do corpo, como as pernas, a bexiga, o intestino e os genitais.

No caso dos homens, a ereção pode ser de dois tipos: a psicogênica, comandada pelo pensamento, e a reflexa, que ocorre pelo toque na região genital. “Quando há uma lesão na medula, um ou ambos os tipos de ereção, podem ser comprometidos. Na maioria das vezes, a psicogênica é comprometida e a ereção reflexa permanece. Ou seja, ao tocar a região genital, mesmo sem sentir, o homem pode ter ereção”, explica Galvão. Nos casos em que a ereção não dura por tempo suficiente, o homem pode receber o auxílio de medicações para disfunção erétil.

Contudo, a ereção não garante a ejaculação. “Muitos se satisfazem pelo prazer de ter a relação com a companheira. Mas é possível ter orgasmo sem ejacular. Às vezes, não se tem força suficiente para a ejaculação e o homem tem uma ejaculação posterior. Mas ele pode ter as sensações indiretas do orgasmo que não estão vinculadas à ejaculação”, detalha. “Como boa parte dos pacientes são cadeirantes, a gente orienta posições na cadeira de rodas, em que a mulher fique por cima, já que, muitas vezes, ele não tem a mobilidade do quadril para a movimentação no ato sexual”, aconselha o médico.

No caso de mulheres com lesão, a fertilidade não sofre interferência. “A mulher com lesão medular pode engravidar normalmente. A questão sexual pode ter comprometimento devido à lubrificação vaginal e a diminuição da sensibilidade, o que pode modificar a libido e o orgasmo em si. Mas isso é mais facilmente contornado com a utilização de lubrificantes e o estímulo de outras áreas erógenas”, explica. (Domitila Andrade)

Fonte: O Povo online

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